Google Chrome

Não é recente o primeiro boato de que a Google estaria trabalhando em um navegador próprio. Com o tempo nos acostumamos a descartar tal notícia, cada vez que a hipótese era recordada em algum blog ou portal.

Entretanto, ontem, uma notícia revelou que, sim, a Google está trabalhando em um navegador, e não é de hoje. Uma fonte interna comentou com a Raquel que o navegador vêm sendo testado há sete meses.

Seguindo o modelo Apple, o navegador não apenas será divulgado à imprensa, como disponibilizado ao grande público no instante seguinte.

A pergunta que faço é: Precisamos de mais um navegador?

Atrevo-me a dizer que a resposta é sim. As opções de uma navegação simplificada estão se esgotando. Principalmente no sistema da Microsoft.

Foi-se o tempo em que o Firefox, quando ainda era Pheonix, era voltado ao conteúdo das páginas, simplificando ao máximo a navegação do usuário. Hoje em dia, na minha opinião, apenas dois navegadores ainda seguem esta filosofia: Epiphany (Linux) e Safari (no Mac). O Arora vêm fazendo bons avanços, mas longe de poder se tornar o navegador padrão.

Assim, para usuários de Windows, não existe opção de navegação simplificada. O Safari está longe de oferecer a mesma segurança, velocidade e, principalmente, usabilidade da versão para Mac.

Além do mais, a Google pretende, por debaixo da cortina da simplificação, incluir uma camada de segurança de forma totalmente transparente ao usuário final.

Vale destacar:

  • Sandboxing: cada aba é isolada das demais, garantindo que uma aba não influencie no funcionamento de outra.
  • Blacklists: O navegador irá, periodicamente, atualizar seu banco de dados com listas de páginas de phishing e malwares que devem ser evitados pelo navegador.
  • Incognito: Como o nome sugere, permite navegação sem que histórico, cookies e outras atividade sejam armazenadas.

Outros pontos fortes do Chrome são velocidade e estabilidade. O navegador da Google conta com uma máquina virtual JavaScript completamente nova, que utiliza just in time compliation e gargabe collection. Cada aba é um novo processo, garantindo uma exploração mais significativa das arquiteturas atuais, sem comprometer o funcionamento do restante abas quando uma apresenta problemas.

Em interface com o usuário, o navegador parece extremamente simples. Voltando a máxima de que conteúdo é o que realmente importa.

Se o navegador vai durar, é impossível prever. O Firefox, por exemplo, até hoje luta por uma fatia do mercado. A única coisa que se pode dizer é que a Google tem forças para entar nesta briga e, sem ter como evitar a frase cliché, só quem tem a lucrar são os usuários.

Atualização: O Google Chrome está disponível para download em sua página oficial.

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